SEGURANÇA EM CRISE: Em menos de uma semana, 3 latrocínios

DDAAlém da funcionária do Salgado Filho e de um rapaz de 16 anos, um empreiteiro foi morto a tiros ontem

A violência atingiu níveis alarmantes em Porto Alegre. Em menos de uma semana, três pessoas foram vítimas de latrocínio (roubo seguido de morte). O crime mais recente ocorreu no início da tarde de ontem na zona Norte da Capital. O empreiteiro Luciano Maciel dos Santos foi morto a tiros na rua Augusto Severo, proximidades com a rua Vilela Tavares, no bairro São João. De acordo com PMs do 11˚ BPM, três homens, que estavam em um Fiat Palio azul, interceptaram a vítima na rua e, em ato contínuo, efetuaram vários disparos em sua direção. Em seguida, fugiram. Santos morreu no local. De acordo com Jonathan Barcela, que trabalha em frente ao local onde o empreiteiro foi assassinado, foram disparados seis tiros. O crime ocorreu por volta das 12h30 min. “Em um primeiro momento, pensei que era bomba, que, às vezes, soltam aqui, mas com a sequência percebi que eram tiros”, relatou. Santos era dono de uma empreiteira. Segundo os investigadores da 3ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Porto Alegre, a vítima estava indo almoçar com alguns funcionários. O restaurante estava cheio no momento do crime. Os assassinos fugiram de carro em direção à avenida Sertório. Segundo testemunhas, um homem, de cor negra, usando moletom azul marinho, e outros dois, um deles de camisa xadrez, atacaram a vítima. O empreiteiro agonizava na calçada quando um outro homem aproximou-se, mexeu nos bolsos da calça da vítima, pegou um smartphone e desapareceu. Não está descartada sua participação no assassinato. A Polícia considera a possibilidade de o crime ser latrocínio.

HUMAITÁ. O suspeito identificado pela Polícia Civil de ter participado do latrocínio de Rodrigo Maciel Gonçalves, 17 anos, na noite de segunda-feira no bairro Humaitá, zona Norte de Porto Alegre, admitiu a autoria do crime, ontem à noite, na 4ª Delegacia de Polícia. Ele estava acompanhado da mãe. Segundo o delegado Cléber Ferreira, titular da Delegacia de Polícia Regional de Porto Alegre, a foto dele havia sido mostrada para uma testemunha que garantiu que o menor teria efetuado os disparos. “Ele admitiu a autoria do crime e se nega a revelar a identidade do cúmplice”, contou o delegado. Com isso, o outro suspeito de envolvimento ainda não foi identificado. “Ele ainda disse que jogou a arma no Guaíba”, relatou Ferreira. O corpo do jovem foi sepultado na tarde de ontem no Cemitério Jardim da Paz. Rodrigo, que cursava Administração na UniRitter, residia em um condomínio situado a poucos metros do local onde foi assassinado. De acordo com o síndico do prédio, Ângelo Martins, o jovem morava no local desde a infância. “Era um jovem solidário, participativo e agregador”, comentou. O síndico ressaltou que os assaltos são frequentes na região e não se limitam a mora dores da área, atingindo também estabelecimentos comerciais. “Como não há segurança, os criminosos circulam livremente pelo bairro”, comentou o síndico. Além dos pais, Karina Soares Maciel, funcionária da Superintendência de Portos e Hidrovias, e Carlos Eugênio Azevedo Gonçalves, coordenador do setor administrativo de Comunicação Social e Cultura da Assembleia Legislativa, o adolescente deixou mais duas irmãs.

CORREIO DO POVO

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